Amor...o tão complexo e simples amor.

O amor é o sentimento mais completo que existe.
É completo porque te faz sofrer e te faz feliz, nem sempre na mesmo freqüência e intensidade.
Tem os seus "altos e baixos", como uns dizem por aí.
Tem os dois lados, o bom e o ruim.
Amar pode muitas vezes ser um sacrifício.
E outras vezes tão simples e natural quanto piscar ou respirar.
Quando é correspondido nada pode ser mais completo.
E por que não perfeito?
Mais como expressar todo esse sentimento, quando um "eu te amo" parece insuficiente?
As vezes não há palavras para conseguir expressar o amor.
Quem ama ou já amou, sabe do que estou falando.
Não adianta, as vezes qualquer palavra ou gesto não é suficiente.
Simplesmente não é.
Você sente vontade de dar o mundo à pessoa que ama.
E mesmo se isso fosse possível, não seria o bastante.
Porque quando se ama.
Esse amor não tem limites.
Não tem tamanho.
Ele simplesmente é infinito pela sua essência.

Pessoas pequenas, pessoas grandes

Eu fico desacreditada de ver como as pessoas deixam as coisas ruins tomarem conta.
Se tornam pessoas desprezíveis e não fazem nada para se tornar melhores.
Mesmo quando há amor...
Me recuso...
Me recuso acreditar que existem pessoas más e que gostem de ser más.
Como uma pessoa consegue deixar-se chegar à isso?
Será que não tinha ninguém ali para dividir a dor, o fardo?
Dó.
É isso que sinto de pessoas assim, dó.
Porque mesmo rodeada de gente, se sentem sozinhas.
E pessoas assim tendem a acabar sozinhas.
Acredito que pessoas assim, são assim por causa da vida, das pessoas, dela mesma.
É um ser humano pequeno, sem força de vontade para ser mais.
Acabam se acostumando a ser menos.
Infeliz.
E sendo infeliz, causam às outras pessoas infelicidades.
Porque não basta ele ser infeliz, todos a sua volta precisam ser também.
Só assim ele sente prazer em ser quem ele é.
E me diz, a que isso leva?
Aonde que é prazeroso ser infeliz? Ser ruim? Magoar os outros?
O único lado positivo de existir pessoas assim.
É que elas servem de exemplo, para pessoas como eu, que querem ser sempre mais.
Mais felizes, mais alegres, mais de bem com a vida.
Pessoas maiores são a prova de que você pode ser uma pessoa melhor, basta você querer.
No fim pessoas pequenas e grandes, sempre estão servindo de exemplo uma para outra.

Amor além da vida (Parte II)

Ricardo ficou confuso, pois tudo aconteceu muito rápido.
Ele sabia que a culpa daquilo ter acontecido era dele.
Ele não devia ter pego pesado com ela.
Aquela briga...ele podia ter evitado, mas era um cabeça dura, deixou seu orgulho falar mais alto.
No momento em que Vanessa agarrou sua camisa e disse suas últimas palavras.
Ricardo ficou desconsolado, sem chão.
E assim foi por semanas, meses.
Quatro meses após a morte de Vanessa, Ricardo ainda conseguia senti-la por perto.
As vezes a ouvia chamar pelo seu nome, outras conseguia sentir o seu perfume.
Ah aquele perfume.
O que ele não faria para sentir aquele cheiro de novo.
A maior parte do tempo Ricardo ficava bêbado.
Em uma noite, após terminar uma garrafa de Whisky, ele foi sentar na beira da cama.
E foi aí que a sua vida começou a mudar.
Ricardo era um forte médium, mas nunca ligou para isso.
Achava uma besteira, não acreditava em nada disso: espíritos, reencarnação, nada.
E foi na beira da cama, no meio da madrugada, que Vanessa apareceu para ele, pela primeira vez.
Ricardo não conseguia acreditar que aquilo era real, no começo ele tentou mandá-la embora, achando que aquilo era ilusão devido a bebida.
Mas nada adiantou, sua amada continuava ali, sorrindo para ele.
Até que ela chegou perto o suficiente, para que Ricardo sentisse aquele perfume.
E quase sem perceber, ele a envolveu em seus braços e a beijou como se fosse a primeira vez.
Eles passaram a noite se beijando.
Mesmo que aquilo fosse coisa da bebedeira ou fosse um sonho.
Ricardo se entregou. Era muita saudade.
E antes que pegasse no sono ele fez sua Vanessa prometer que ao acordar, ela seria a primeira coisa que ele veria.
Seu sono foi pesado, ele literalmente apagou.
Ao acordar, Ricardo mal conseguia lembrar se o que aconteceu na noite anterior foi um sonho ou real.
Quando olhou para o lado, seu susto foi tão grande quanto a sua felicidade.
Então tudo era verdade, Vanessa estava deitada ao seu lado com um sorriso no rosto.
Após longos olhares, abraços e beijos, Vanessa explicou à Ricardo que ele era capaz de vê-la e tocá-la por causa de sua mediunidade.
E que ela estava ao seu lado durante todo esse tempo, mas ele nunca foi capaz de enxergá-la.
Tudo estava perfeito, até a hora em que Vanessa explicou que o seu tempo estava se esgotando.
E que logo ela iria atravessar a porta e seguir a luz.
Mas para isso acontecer, ele deveria deixá-la ir.
Então Ricardo se viu em um momento de decisão, aonde ele deveria deixar sua amada ir em paz ou prendê-la para sempre em nosso mundo.

Se você ainda não leu a primeira parte clique aqui.

Destruída (Parte I)


Ela chegou em casa aos prantos.
Se sentindo a escória em pessoa.
Chegou destruída, vencida.
Vencida pela dor que todo dia ela tentava deixar para trás.
Mas não adiantava.
Quanto mais tentava se livrar da dor, mais ela grudava.
Entrou em seu quarto chorando.
Ali ficou por um bom tempo.
Até que a maquiagem borrada deixara seu rosto melecado.
Cansada, foi ao banheiro.
Ao terminar de lavar o rosto, se encarou no espelho.
Começou a pensar que ela deveria deixar a dor vencê-la por completo.
Decidiu colocar um ponto final nessa história.
Na sua história.
Não seria mais uma péssima filha/namorada/amiga.
Ela queria apenas ser lembranças, saudades, alívio.
As pessoas já estavam tendo o pior dela por muito tempo.
Eles mereciam paz. Ela merecia paz.
E por mais que a vontade de morrer fosse tentadora.
Tão tentadora...
Ela, por fim, resolveu acender um cigarro. O qual não fumou.
Começou a escrever.
Decidiu colocar sua dor entre as linhas de um caderno velho.
E ali, enquanto escrevia, desejou uma garrafa de vinho.
De vinho não, whisky. Whisky era mais forte.
Mas não havia nada ali, pois ela deixou de beber há muito tempo.
Sua garrafa de vinho/wisky logo foi substituída por água.
E entre um gole e outro.
A vontade de sumir desapareceu, mas não a vontade de chorar.
E então ela chorou, chorou por horas a fio.
A casa estava vazia, ela estava vazia.
Pelo menos era assim que sentia-se por dentro.
Mas isso é um outro detalhe e outra hora, em um outro conto, eu conto. Ou não.
Ela estava vazia e sozinha.
Sentiu que tudo a sua volta estava perdendo a cor.
Tudo se transformava em um horrível preto e branco.
E assim ficou por mais algum tempo, enxergando tudo "descolorido".
A vontade de chorar não havia passado.
Sem condições de continuar escrevendo sua dor no caderno velho.
Se entregou ao choro.
O choro por sua vez, a encaminhou para um sono profundo.
E de paz.

Egocentrismo, humildade e outras coisas...

Algumas pessoas talvez não entendam o motivo de eu sempre querer me auto afirmar "bonita".
Ou gostar de ouvir isso dos outros.
Eu não nasci bonita, não era a que mais chamava atenção na turma.
Sempre ouvindo que era uma "baleia", "feia demais", "quando eu olho para ela sinto nojo de beijar aquela boca"...
Passem 15 anos da vida de vocês ouvindo comentários que só te deixam para baixo.
Que um dia talvez vocês entendam OU NÃO o porquê de eu não ser "humilde".
Eu tenho humildade, não fico 24 horas por dia me gabando.
Quando vem um elogio eu sempre agradeço e naqueles dias que não me sinto bem comigo mesma.
Eu apenas digo que é balela, que sou apenas normal.
Mas na hora que um(a) folgado(a) vem querem tirar onda pra cima de mim.
E eu o deixo sem argumentos, eu não sou humilde?
Poxa eu sei o valor que eu tenho, eu sei que atraio olhares.
Talvez eu não precise falar isso, porque você percebe só de me olhar.
Mas e daí?
Será que eu posso ser um pouco egocêntrica?
Eu me amo e por que eu deveria sentir medo de mostrar isso?
Só porque uma meia dúzia vai falar que eu me acho?
Que assim seja então.
A pessoa que nunca se gabou por nada na vida, que atire a primeira pedra.
Não sou mais um rostinho bonito..
Por trás de cada sorriso, houve lágrimas, opressões, dores.
Então me deixa ser quem eu sou.
E eu deixo você criar a opinião que quiser sobre mim.
Mas não me ate as mãos e boca.
Eu preciso ser ouvida.
Eu quero ser vista.
Podem me rotular, me tachar.
Mas eu nunca vou deixar o que quero e ser QUEM eu quero por causa disto.

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